Cuba enfrenta uma grave crise energética já agravada há anos por falta de divisas para importar petróleo e usinas obsoletas, mas a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos acelerou o impacto: a Venezuela era a principal fornecedora de petróleo para a ilha, e a interrupção desse fluxo intensifica déficits e apagões programados que podem deixar até metade do país sem eletricidade nos horários de maior demanda.
O colapso energético cubano não é apenas um reflexo de décadas de políticas ineficientes do regime, mas hoje também está atrelado às incertezas sobre o fornecimento venezuelano — que, sem Maduro no poder e sob tutela americana, perde capacidade e vontade de manter subsídios a Havana.
Com apagões prolongados e escassez de combustível, a situação social deteriora‑se rapidamente, enquanto alternativas ao petróleo venezuelano, como fornecimento mexicano, não compensam o déficit nem garantem estabilidade. O risco é que, sem energia confiável, a ilha comunista, já fragilizada internamente, caminhe para um colapso econômico ainda mais profundo.