Acordo Mercosul-UE: prioridade de Lula que pode pesar no Brasil

Tratado promete integração comercial, mas abre espaço para riscos econômicos e perda de autonomia.

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Acordo Mercosul-UE: prioridade de Lula que pode pesar no Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo Lula enviou ao Congresso o texto do acordo Mercosul-União Europeia, transformando a aprovação do tratado em prioridade legislativa. Assinado em 17 de janeiro, o acordo promete reduzir tarifas e ampliar o comércio, mas especialistas alertam para os riscos: produtos brasileiros podem enfrentar concorrência externa sem proteção suficiente, afetando indústrias locais e pequenos produtores.

Apesar de Lula apresentar o tratado como marco histórico, o Congresso terá que decidir em tempo recorde, antes do Carnaval, sob pressão do Planalto. O acordo envolve 780 milhões de consumidores e 25% do PIB global, mas a abertura econômica sem salvaguardas concretas expõe o Brasil a desequilíbrios comerciais e vulnerabilidade frente à União Europeia.

Enquanto o governo enfatiza os benefícios da integração, críticos apontam que o acordo privilegia interesses externos e ignora a necessidade de proteção à indústria nacional. A pressa em aprovar o tratado levanta dúvidas sobre a análise cuidadosa das consequências para a economia e o emprego no país.