O governo Lula enviou ao Congresso o texto do acordo Mercosul-União Europeia, transformando a aprovação do tratado em prioridade legislativa. Assinado em 17 de janeiro, o acordo promete reduzir tarifas e ampliar o comércio, mas especialistas alertam para os riscos: produtos brasileiros podem enfrentar concorrência externa sem proteção suficiente, afetando indústrias locais e pequenos produtores.
Apesar de Lula apresentar o tratado como marco histórico, o Congresso terá que decidir em tempo recorde, antes do Carnaval, sob pressão do Planalto. O acordo envolve 780 milhões de consumidores e 25% do PIB global, mas a abertura econômica sem salvaguardas concretas expõe o Brasil a desequilíbrios comerciais e vulnerabilidade frente à União Europeia.
Enquanto o governo enfatiza os benefícios da integração, críticos apontam que o acordo privilegia interesses externos e ignora a necessidade de proteção à indústria nacional. A pressa em aprovar o tratado levanta dúvidas sobre a análise cuidadosa das consequências para a economia e o emprego no país.