O analista palestino Ahmed Alkhatib levantou um alerta que, segundo ele, vem sendo ignorado pela diplomacia ocidental: por que a Turquia de Recep Tayyip Erdogan — aliada declarada do Hamas — é a única nação que insiste em enviar tropas para a Faixa de Gaza? Enquanto os Estados Unidos enfrentam dificuldades para formar uma força internacional com o objetivo de desarmar o grupo terrorista, Ancara pressiona diretamente o presidente Donald Trump para participar da missão.
Alkhatib questiona os reais interesses turcos. Para ele, Erdogan age movido por um projeto neo-otomano de expansão de influência em antigos territórios do Império Otomano. Gaza, nesse contexto, seria uma posição estratégica no Mediterrâneo Oriental. A Turquia abriga líderes do Hamas, funciona como hub financeiro da organização e o próprio Erdogan já se referiu aos terroristas como “libertadores”.
Outros países evitam o envolvimento militar: a Indonésia reduziu drasticamente sua proposta de tropas, e o Paquistão declarou que uma missão com objetivo de desarmamento não é aceitável. A conclusão do analista é categórica: “Uma vez lá dentro, os neo-otomanos nunca sairão”, reforçando o temor de que a presença turca comprometa qualquer esforço real de segurança para Israel e estabilidade regional.