A arrecadação federal atingiu R$ 2,9 trilhões em 2025, o maior valor já registrado. O montante representa crescimento real de 3,65% em relação a 2024, que também havia sido recorde. Apenas em dezembro, a receita somou R$ 292,7 bilhões, o maior resultado mensal da série histórica, segundo dados oficiais.
Apesar do desempenho histórico, o governo não conseguiu equilibrar as contas públicas. O avanço da arrecadação não foi sustentado por crescimento econômico consistente, mas principalmente pelo aumento da carga tributária. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por exemplo, cresceu 20,54% no ano, com arrecadação de R$ 86,4 bilhões. Novas cobranças atingiram setores como apostas online, fintechs e serviços financeiros.
Mesmo com mais impostos, o cenário fiscal segue deteriorado: despesas em alta, déficit persistente, dívida crescente, juros elevados e queda na confiança econômica. Com carga tributária próxima de 34% do PIB superior à de países como Estados Unidos e Suíça, o país continua entregando serviços públicos precários. O quadro reforça um diagnóstico recorrente: o problema central não está na arrecadação, mas no descontrole dos gastos públicos.