Atuação de Toffoli no caso Banco Master gera incômodo interno no STF

Segundo a CNN, ministros discutem tirar processo do Supremo para conter desgaste institucional

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Atuação de Toffoli no caso Banco Master gera incômodo interno no STF
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A condução do ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master tem provocado desconforto dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. De acordo com a CNN Brasil, o mal-estar foi suficiente para levar o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso Fachin, a antecipar o retorno das férias, sob o argumento de que “o momento exige” sua presença para administrar a crise de imagem do tribunal.

Nos bastidores, parte dos ministros defende o envio do processo à primeira instância. O movimento não estaria ligado a uma mudança no mérito, mas à tentativa de retirar o STF do centro da controvérsia. O principal argumento é a fragilidade da citação do deputado Bacelar (PL-BA), que sustenta a permanência do caso no Supremo, já que, segundo essa ala, não haveria elementos robustos que justifiquem o foro.

Apesar da pressão interna, Toffoli já deixou claro que não pretende abrir mão da relatoria nem se declarar impedido. Ele conta com o apoio de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que sustentam que o tribunal não deve ceder a pressões externas. O debate ganha peso diante das ligações apontadas entre o ministro e personagens do caso, o que amplia o desgaste e reforça a percepção de crise institucional no Supremo.