O Banco Central colocou sob sigilo o conteúdo de duas reuniões entre Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo, realizadas em 14 de agosto e 30 de setembro de 2025, que trataram da Lei Magnitsky. Segundo a Revista Oeste, os encontros não constam nas agendas oficiais de nenhum dos dois.
O deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) solicitou informações via Lei de Acesso à Informação, mas o BC alegou “riscos à salvaguarda e à segurança da sociedade e do Estado” sem informar grau de sigilo, autoridade responsável ou prazo de restrição, contrariando exigências legais. A resposta do BC afirmou ainda que “não mantém registros das discussões”, em contradição com declaração pública de Galípolo de que todas as reuniões são documentadas.
O contexto levanta questionamentos sobre transparência. A mesma época registrou contatos entre Moraes e Galípolo envolvendo o Banco Master, enquanto a esposa do ministro tinha contrato milionário com a instituição. Esses fatos reforçam debates sobre registros oficiais, sigilo e controle de informações por autoridades públicas.