O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, passou a enfrentar críticas públicas de entregadores por aplicativo após assumir a defesa do PLP 152/2025, proposta que trata da regulação do trabalho em plataformas digitais. Parte da categoria afirma que o ministro abandonou o acordo construído em 2024 entre empresas e representantes dos trabalhadores.
Nos últimos dias, manifestações ocorreram na Avenida Paulista, onde entregadores exibiram faixas acusando Boulos de traição política. Lideranças que participaram do grupo de trabalho criado pelo próprio ministério também passaram a contestar a condução do processo e afirmam que a proposta atual não reflete o entendimento inicial com a categoria.
Entre os críticos está o ativista Paulo Lima, que declarou que o ministro estaria prestes a comprometer direitos conquistados pelos trabalhadores. Especialistas ouvidos no debate apontam que mudanças previstas no projeto podem alterar o enquadramento das plataformas e gerar impactos econômicos para motoristas e entregadores.
A assessoria do ministro afirma que as críticas partem de interpretações equivocadas do projeto. Já representantes da categoria seguem cobrando revisão da proposta e retomada do diálogo.