Caminhoneiros de várias regiões voltaram a alertar o governo federal sobre uma possível greve nos próximos dias. O estopim foi o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, que esvaziou o impacto do pacote de alívio divulgado anteriormente. A categoria afirma que a redução de tributos e a subvenção não chegaram na ponta, ficando retidas na cadeia de distribuição.
Após assembleia no Porto de Santos, lideranças deram sinal verde para mobilização. Segundo Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, a variação de preços é evidente nas estradas e falta fiscalização eficaz. Um comunicado oficial deve ser enviado ao Planalto, enquanto cresce a pressão por medidas concretas.
O movimento, puxado por autônomos, pode ganhar adesão de outros setores do transporte. A escalada no preço do petróleo, agravada por tensões no Estreito de Ormuz, elevou o custo do combustível e intensificou o desgaste. Apesar de ainda haver espaço para negociação, o clima entre os caminhoneiros é de esgotamento — e o risco de paralisação volta ao radar nacional.