Cármen Lúcia pede rigor ético, mas cobrança no STF ainda é questionável

Presidente do TSE defende punição a desvios, mas brasileiros questionam aplicação dentro do próprio Supremo.

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Cármen Lúcia pede rigor ético, mas cobrança no STF ainda é questionável
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na abertura do ano judiciário eleitoral, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o Judiciário deve ser "rigoroso e intransigente" com qualquer desvio ético. Segundo ela, não se deve tolerar práticas que fujam aos princípios da honestidade, decência e decoro funcional.

Cármen Lúcia também pediu que os partidos atuem "no ambiente da legalidade" e ressaltou que "não há democracia sem Judiciário independente e imparcial". No mesmo dia, Fachin anunciou que ela será relatora do Código de Ética do STF.

Mas a pergunta que o brasileiro faz é clara: quando essa rigidez será aplicada dentro do próprio Supremo? Toffoli viaja em jato com advogado de investigado, Moraes tem familiares beneficiados e Gilmar resiste ao código de conduta. Cadê a cobrança efetiva?