O caso do cão Orelha, mascote comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, provocou revolta nacional. O animal, de cerca de 10 anos, foi espancado até a morte por adolescentes, após sofrer agressões repetidas na cabeça. Diante da gravidade dos ferimentos, precisou ser sacrificado.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos. Dois deles deixaram o país em viagem previamente programada. Pela legislação vigente, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê, no máximo, até três anos de medida socioeducativa, o que reacende o debate sobre proporcionalidade e efetividade das punições em casos de extrema violência.
O episódio se agravou com a conduta de familiares. Em vez de colaborar com as investigações, pais dos envolvidos entre eles empresários e um advogado foram indiciados por coação de testemunha, após tentarem pressionar o vigilante que detinha imagens do crime. Por segurança, o profissional precisou ser afastado. O caso expõe não apenas a violência praticada, mas também a ausência de limites e de responsabilidade no ambiente familiar.