A Colômbia, que já foi símbolo do narcotráfico com Pablo Escobar, hoje produz muito mais cocaína do que na época em que o chefe do Cartel de Medellín exercia sua influência no país. Dados das Nações Unidas mostram que a produção colombiana atingiu níveis recordes, com cerca de 2.600 toneladas em 2023 — um crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior e muito acima das 119 toneladas estimadas no auge de Escobar.
Naquele período, a exportação colombiana correspondia a apenas uma parte da oferta global, enquanto hoje o país responde por uma grande fatia do total de cocaína produzida no mundo.
O crescimento contínuo do cultivo ilícito de folha de coca e da produção de cocaína indica que o problema se consolidou de forma mais ampla e sofisticada ao longo das últimas décadas, apesar das tentativas de repressão internacional e ações coordenadas de combate ao tráfico.