Segundo a jornalista Malu Gaspar, em O Globo, há uma articulação consistente entre PT e Centrão para encerrar a CPMI do INSS antes que avance. O movimento passa pela pressão direta para retirada de assinaturas do pedido de prorrogação, hoje retido por Davi Alcolumbre, mesmo com amplo apoio parlamentar.
Nos bastidores, o cálculo é político. De um lado, há interesse em evitar o aprofundamento de apurações sensíveis; de outro, preservar nomes influentes citados ao longo das investigações, como Ciro Nogueira. A estratégia é simples e eficaz: esvaziar o apoio até inviabilizar a continuidade da comissão sem o desgaste de um voto aberto.
Enquanto isso, questões centrais permanecem sem resposta. Recursos bilionários ainda não foram totalmente rastreados, depoimentos relevantes não ocorreram e dados sigilosos seguem sem análise. A reação à tentativa de judicialização do tema expõe o incômodo: o sistema parece funcionar melhor quando não é pressionado a ir até o fim.