Contrato milionário do governo Petro levanta suspeitas sobre uso de dinheiro público

Denúncia aponta gasto de R$ 10 milhões para defesa pessoal do presidente e de familiares

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Contrato milionário do governo Petro levanta suspeitas sobre uso de dinheiro público
Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou ao centro de uma controvérsia envolvendo o uso de recursos públicos. Segundo denúncia apresentada pelo advogado Germán Ricaurte, diretor da Unidade Contra o Gasto, o governo teria contratado uma firma estrangeira de advocacia por cerca de 10 bilhões de pesos aproximadamente R$ 10 milhões para defender Petro e sua família de eventual inclusão na chamada Lista Clinton, administrada pelo OFAC, dos Estados Unidos.

“10 bilhões dos nossos impostos destinados a uma defesa pessoal! Isso é um completo abuso”, afirmou Ricaurte. A crítica ganhou respaldo institucional com a manifestação do presidente do Conselho de Medellín, Alejandro de Bedout, que questionou a legalidade da contratação direta. “O uso de contratação direta para atender um risco personalíssimo do chefe de Estado é ilegal. Configura grave desvio do fim do gasto público”, declarou.

O professor Martín Eduardo Botero reforçou a tese ao apontar que a natureza do risco define a legalidade do gasto. “Se o risco é pessoal, o gasto é ilegal. Se o risco é institucional, explique com provas. Não há terceira via.” O contrato teria sido firmado poucos dias antes do início da vigência da lei de garantias eleitorais, o que amplia as dúvidas sobre o procedimento adotado.

Aliado político de Nicolás Maduro, Petro teria sido citado em apurações relacionadas a operações americanas na Venezuela, contexto que motivaria a preocupação com a Lista Clinton. Até o momento, o governo colombiano não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.