Cotado para o BC, secretário de Haddad muda discurso e passa a elogiar a instituição

Guilherme Mello criticava juros altos em 2023, mas suavizou o tom ao entrar na disputa por cargo na diretoria do Banco Central

· 1 minuto de leitura
Cotado para o BC, secretário de Haddad muda discurso e passa a elogiar a instituição
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Em 2023, Guilherme Mello, secretário do Ministério da Fazenda, acusava o Banco Central de agir de forma “quase política” ao manter a Selic elevada e pressionava por cortes, mesmo com a inflação fora da meta. Três anos depois, o discurso mudou. Agora fala em “separação institucional”, admite excesso de linguagem e evita críticas ao Copom.

A mudança coincide com sua cotação para uma diretoria do próprio BC. O cenário fica ainda mais sensível porque o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, é descrito por Mello como amigo desde a faculdade. Enquanto isso, os dados desmentem a tese antiga: a inflação estourou a meta em 22 dos 36 meses do governo Lula, e a Selic subiu de 13,75% para 15%. A retórica mudou. A realidade permaneceu.