O Palácio do Planalto virou palco de intrigas e disputas internas após a disparada da rejeição ao presidente Lula. Segundo levantamento da Quaest, 56% dos brasileiros acreditam que a economia piorou, acendendo o alerta entre ministros que agora travam uma guerra velada para escapar da culpa. Rui Costa, Sidônio Palmeira e Fernando Haddad protagonizam o duelo palaciano, com ataques sorrateiros e troca de bastidores.
Rui Costa tenta ressuscitar o fracassado “SUS da Segurança” enquanto é cobrado por resultados do PAC, que virou peça de marketing sem obra. Sidônio, publicitário alçado à Secom como salvador da imagem presidencial, amarga resultados pífios e já é tratado como peso morto. “Entrou como estrela, virou bode expiatório”, resume um auxiliar.
A ala econômica não escapa ilesa: Haddad vê seu prestígio ruir diante da rejeição popular e da desconfiança do mercado. O clima entre os ministros é de tensão máxima, e Lula, acuado, cogita não disputar a reeleição. Nos bastidores, os pré-candidatos à sua sucessão esquecem o principal obstáculo: o eleitor.