O advogado Paulo Cunha Bueno declarou que a negativa de internação de Jair Bolsonaro “viola direitos fundamentais do cidadão” e “fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana”. Segundo ele, o corpo médico solicitou tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames que não podem ser realizados nas dependências da Polícia Federal.
“Um trauma no crânio demanda investigação laboratorial, não sendo prudente limitar-se à investigação clínica”, escreveu Bueno no X. O advogado destacou ainda que Bolsonaro, septuagenário, possui “sabidos problemas médicos” e já esteve internado no Hospital DF Star diversas vezes sob vigilância da PF, sem qualquer indício de tentativa de fuga.
A defesa comparou o caso ao de Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar com problemas menos graves, e informou que está tomando “medidas legais cabíveis”, podendo recorrer a cortes internacionais, que observam atentamente o princípio da dignidade da pessoa humana.