Defesa do ex-presidente do BRB nega contradições após acareação no caso Master

Advogados contestam avaliação do gabinete de Toffoli, que apontou divergências nos depoimentos

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Defesa do ex-presidente do BRB nega contradições após acareação no caso Master
Reprodução

A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, divulgou nota para minimizar o que o gabinete de Toffoli classificou como “contradições” em seus depoimentos. Segundo os advogados, não houve divergências, mas apenas “percepções distintas sobre os mesmos fatos” — expressão recorrente no jargão jurídico para versões conflitantes.

Costa foi ouvido por mais de duas horas pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo. De acordo com a defesa, ele sustentou que sua atuação ocorreu “no âmbito de decisões técnicas, colegiadas e formalmente documentadas”, afastando qualquer responsabilidade pessoal nas operações investigadas.

A acareação entre Costa e Daniel Vorcaro foi determinada após o gabinete de Toffoli apontar inconsistências nos depoimentos individuais. O diretor do Banco Central, Ailton Aquino, foi dispensado antes do confronto direto, escapando da acareação inicialmente cogitada. O inquérito segue sob sigilo desde que a PF identificou “elementos que indicariam participação de autoridades com foro privilegiado”.