A chamada “farra do INSS” ganhou novos contornos após a colunista Andreza Matais, do Metrópoles, revelar que o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor André Fidelis estão em fase avançada de delação premiada. Segundo a apuração, ambos teriam citado Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinho, além de políticos ligados ao Centrão.
Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões em propina, sendo R$ 7,5 milhões de empresas associadas ao chamado “Careca do INSS”. Seu patrimônio teria aumentado R$ 18,3 milhões no período investigado. Após virar alvo da Polícia Federal, ele e a esposa teriam reservado um imóvel de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú.
Já André Fidelis, que teria recebido R$ 3,4 milhões entre 2023 e 2024, foi o diretor que mais concedeu ACTs na história do INSS. Em sua gestão, 14 entidades descontaram cerca de R$ 1,6 bilhão de aposentados. O caso ainda menciona, pela primeira vez, Flávia Péres no contexto do esquema. As investigações seguem em curso.