Ditadura do Irã condena adolescente de 18 anos à morte menos de um mês após a prisão

Caso expõe denúncias de julgamento sumário e violações de direitos humanos

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Ditadura do Irã condena adolescente de 18 anos à morte menos de um mês após a prisão
Reprodução

Um jovem identificado como Saleh Mohammadi, de 18 anos, foi preso em 15 de janeiro durante protestos no Irã e condenado à morte em 12 de fevereiro, menos de 30 dias depois. A acusação é de envolvimento na morte de um policial. Segundo relatos de organizações de direitos humanos, a confissão teria sido obtida sob tortura, e o julgamento ocorreu de forma sumária.

O regime iraniano, comandado pelo líder supremo Ali Khamenei, enfrenta uma onda de manifestações iniciadas em dezembro de 2025, motivadas inicialmente pelo alto custo de vida e ampliadas para críticas diretas ao sistema político. De acordo com a ONG Iran Human Rights, cerca de 40 mil pessoas foram presas desde o início dos protestos. Documentos citados por organismos internacionais apontam que o número de mortos pode ultrapassar dezenas de milhares.

Autoridades do Judiciário iraniano teriam defendido publicamente julgamentos rápidos e punições severas contra manifestantes classificados como “terroristas” ou “inimigos de Deus” — categorias que, segundo a legislação local, podem resultar em pena capital. Também há denúncias de confissões transmitidas pela mídia estatal e de restrições ao atendimento médico de feridos durante os confrontos.

O caso reforça críticas recorrentes de entidades internacionais sobre o respeito a garantias processuais e direitos humanos no país.