A revista britânica The Economist publicou nesta terça-feira (30) um editorial em que desaconselha a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, destacando como principal entrave sua idade avançada e os riscos associados à continuidade de um quarto mandato. Segundo o texto, Lula, que completou 80 anos em outubro, encerraria eventual novo período aos 85 anos, número que a publicação classifica como um fator de “riscos elevados” e declínio cognitivo potencial, citando analogia com a campanha de Joe Biden nos Estados Unidos.
No mesmo editorial, The Economist tece críticas duras ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato com apoio do ex-presidente, qualificando-o como “impopular e ineficaz” e avaliando que dificilmente derrotaria Lula nas urnas. A publicação sugere, ainda, que o Brasil merece escolhas melhores, uma vez que, na sua avaliação, o presidente não dispõe de adversários sérios tanto no centro quanto na esquerda capazes de substituí-lo na disputa.
O editorial vai além e aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como uma alternativa viável à polarização, destacando-o como figura ponderada e democrática — embora o próprio governador já tenha afirmado que não concorrerá e apoia Flávio Bolsonaro. Ao final, The Economist defende que a oposição se una em torno de um nome capaz de superar a polarização dos últimos anos, perfil que, na visão da revista, deve combinar redução da burocracia, respeito à segurança e às liberdades civis e compromisso com a preservação ambiental.