O caso envolvendo o Banco Master ultrapassou as fronteiras do Brasil e passou a tramitar também nos tribunais dos Estados Unidos. A Trump Media, empresa do presidente Donald Trump, citou o ministro Alexandre de Moraes em uma ação protocolada na Justiça da Flórida.
No pedido para notificação do magistrado do Supremo Tribunal Federal, os advogados relataram a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes. Segundo o documento, o banco teria pago cerca de US$ 700 mil mensais ao escritório, embora “não pareça ter realizado trabalhos substanciais”.
O advogado Martin De Luca afirmou que “existem indicadores de que Moraes participou pessoalmente da defesa do Banco Master enquanto o contrato permanecia em vigor”, o que teria gerado “ampla preocupação pública sobre conflitos de interesse”. A petição também menciona “condições de opacidade incomum”, “sensibilidade institucional nos mais altos níveis”, o encerramento rápido de apurações pela PGR e a imposição de sigilo judicial extraordinário.
A referência ao ministro foi usada para justificar a tentativa de notificação por meios alternativos, sob o argumento de que os “canais tradicionais são impraticáveis”. O escândalo do Banco Master, agora citado em ação judicial nos Estados Unidos, ganha dimensão internacional ao chegar ao país governado por Donald Trump.