A revelação da CNN lança luz sobre um incômodo crescente no Palácio do Planalto. Lula estaria preocupado com os desdobramentos do caso Banco Master e, nos bastidores, buscou ministros críticos à atuação de Toffoli. O receio, segundo auxiliares, é que o episódio comprometa a já abalada credibilidade da Corte.
Em dezembro de 2025, Lula se reuniu com Toffoli fora da agenda oficial, com a presença de Fernando Haddad. Antes disso, em dezembro de 2024, recebeu Vorcaro, dono do banco, também longe dos registros públicos. Dois encontros “reservados”, ambos ligados ao mesmo caso sensível.
Enquanto Gleisi afirma que “envolva quem envolver, tem que responder”, os fatos levantam outra pergunta: e quando os vínculos alcançam o próprio governo? Mantega recebia R$ 1 milhão mensal do Master, Galípolo foi alvo de pedido de “isenção” e o relator enfrenta críticas por sigilos, voos com advogados e conexões familiares. A apreensão do Planalto parece menos institucional e mais preventiva.