Entorno de Lula admite desgaste e tenta reação tardia

Baixa aprovação, promessas travadas e estratégia eleitoral focada em inaugurações expõem dificuldade de recuperação

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Entorno de Lula admite desgaste e tenta reação tardia
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O jornal O Estado de S. Paulo revelou, em reportagem de Leticia Fernandes, que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já reconhecem um quadro de “fadiga política”. Após décadas disputando eleições desde 1989, o desgaste é tratado internamente como um fator que pesa na atual baixa aprovação, hoje na casa dos 33%.

A estratégia para tentar reverter o cenário segue um roteiro conhecido: acelerar inaugurações antes do prazo legal de 4 de julho, mirando estados decisivos como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ainda assim, promessas centrais seguem travadas. A isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil não impacta o ano atual, o fim da escala 6x1 está parado e a proposta de tarifa zero no transporte sequer avançou no Congresso.

Com rejeição em alta, o histórico recente indica dificuldade de reversão. Desde 2002, nenhum presidente com índices negativos conseguiu viabilizar reeleição ou sucessão. Em meio a custos elevados no dia a dia, o eleitor tende a diferenciar anúncio de entrega e demonstra cada vez menos disposição para aceitar narrativa sem resultado concreto.