Segundo a Gazeta do Povo, o empresário Augusto Lima, conhecido como “Guga”, é o elo que liga o PT ao escândalo do Banco Master. Ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, ele foi preso na Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, e deve depor à Polícia Federal entre 26 e 28 de janeiro.
“Guga” articulou a entrada do grupo no negócio da Cesta do Povo, na Bahia, e operou o CredCesta, programa de crédito consignado criado em 2018, no governo Rui Costa (PT), com articulação de Jacques Wagner, hoje líder do governo no Senado.
Os números sob investigação são alarmantes: dos 338.600 contratos de consignado do INSS entre 2021 e 2025, 252 mil (74,3%) não foram apresentados às autoridades. São R$ 6,7 bilhões em créditos não comprovados e mais R$ 5,5 bilhões em valores “acessórios”, totalizando R$ 12,2 bilhões.
As associações Asteba e Asseba aparecem tanto no caso Master quanto na CPMI do INSS, apesar de não possuírem estrutura compatível com o volume movimentado. “É tudo um esquema interligado”, disse uma fonte à Gazeta do Povo. “Se investigar a fundo, poucos vão ficar em pé.”
Decisões do ministro Dias Toffoli dificultam o acesso às provas, enquanto o governo resiste à CPI — exatamente o que explica a falta de interesse em investigar.