A operação que desarticulou um esquema do PCC em mais de 300 postos de combustíveis revelou não apenas a fraude bilionária contra motoristas, mas também a fragilidade da fiscalização federal. Bombas adulteradas entregavam menos combustível do que o pago ou de qualidade inferior, prática que só avançou diante da ineficiência da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Sucateada, sem recursos básicos e incapaz de conter irregularidades, a agência se tornou alvo central das críticas.
O governo Lula pouco fez para reforçar a ANP, permitindo que o crime organizado ocupasse o espaço deixado pelo Estado. No Congresso, o tema só ganhou atenção após a operação, em movimento visto como reativo. Especialistas apontam ainda a ausência de um plano nacional de segurança pública articulado pelo Ministério da Justiça, o que deixou a estratégia co