A jornalista Thaís Oyama, em análise publicada no O Globo, afirma que a ausência de investigação formal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes está diretamente ligada à concentração de poder nas mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo a colunista, cabe exclusivamente à PGR decidir pela abertura ou arquivamento de apurações contra integrantes do Supremo Tribunal Federal.
A análise ressalta que, mesmo com eventuais pedidos da Polícia Federal, a decisão final permanece com o procurador-geral. Além disso, qualquer investigação acabaria sendo julgada pelo próprio STF, o que, segundo Oyama, cria um ambiente institucional onde o sistema analisa a si próprio. Historicamente, a Corte não acolheu pedidos de suspeição contra seus membros.
O tema ganha relevância no cenário político, especialmente com a proximidade das eleições e a renovação de cadeiras no Senado. A discussão sobre mecanismos de controle e responsabilização de autoridades do Judiciário tende a se intensificar, ampliando o debate público sobre os limites e o funcionamento das instituições.