Estudo britânico reabre debate sobre eficácia dos lockdowns

Pesquisa aponta que picos de contágio já ocorriam antes das restrições em grande parte da Europa

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Estudo britânico reabre debate sobre eficácia dos lockdowns
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento da Universidade de Edimburgo analisou 17 confinamentos em 10 países europeus e concluiu que, em 15 casos, o pico de contágios já havia sido atingido antes da adoção das restrições. Segundo o professor Simon Wood, autor do estudo, a população já vinha alterando seu comportamento de forma voluntária, e as medidas governamentais teriam sido implementadas posteriormente.

O caso da Suécia é apontado como emblemático: o país evitou lockdowns amplos e registrou picos em datas semelhantes às de nações que adotaram paralisações severas. Wood afirma que “os riscos do vírus foram exagerados e os danos das medidas foram minimizados”, sugerindo que decisões políticas responderam à pressão social do período.

O pesquisador John Ioannidis, da Universidade Stanford, também é citado ao afirmar que interesses e ativismos afetaram a credibilidade científica durante a crise. O estudo reacende o debate sobre os impactos econômicos e sociais das restrições adotadas ao longo da pandemia.