O Conselho de Segurança da ONU virou palco de embate direto após a captura de Maduro. O embaixador americano Mike Waltz foi categórico: "Não vamos ocupar a Venezuela. Não é guerra contra o país ou sua população." A operação mirou apenas "fugitivos e narcotraficantes" responsáveis por "terrorismo, assassinatos e sequestros" ao longo de 15 anos.
Waltz destacou que mais de 50 países rejeitaram a legitimidade de Maduro após eleições fraudulentas. Em contraste, o Brasil condenou a ação. O embaixador Sérgio Danese afirmou que "não se pode aceitar que os fins justifiquem os meios" e citou Gaza e outros 61 conflitos ativos no mundo, defendendo a América Latina como "zona de paz".
O Itamaraty evitou mencionar Trump ou Maduro nominalmente, preocupado em não desgastar relações com Washington em negociações sobre tarifas. A China, por sua vez, disse estar "chocada" e acusou os EUA de "uso indiscriminado da força". Na prática, nada muda: os EUA têm veto no Conselho, e a condenação brasileira é apenas registro formal além de munição política para associar Lula ao chavismo em ano eleitoral.