O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, inventou um termo novo: “filhofobia”, que, segundo ele, descreve críticas a filhos de ministros que atuam como advogados. O próprio Fachin lembrou que sua filha é advogada. Ele defendeu a necessidade de transparência sobre onde advogam, em quais ações e em que termos, revelando que hoje essas informações não existem formalmente.
A proposta de incluir regras específicas em um código de ética para tribunais superiores enfrenta resistência. Colegas alegam que “não é o momento” devido às eleições. Outros lembram que a Lei Orgânica da Magistratura já exige “conduta irrepreensível na vida pública e privada”, mas, na prática, ninguém fiscaliza.
Críticos afirmam que a iniciativa tenta desviar o foco das perguntas legítimas: quem são os clientes, quais processos estão no gabinete do pai, como funciona o escritório do filho? Chamá-las de “filhofobia” inverte a lógica: o problema não é quem questiona, mas quem não responde.