O presidente do STF, Luís Roberto Barroso Fachin, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, afirmando que a Corte “não se curva a ameaças ou intimidações”. Fachin classificou as críticas à atuação de Toffoli como “primitivismo da pancada” e ressaltou que o ministro atua na “regular supervisão judicial”, defendendo a independência da instituição como “coração da democracia”.
No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República arquivou o pedido de afastamento de Toffoli apresentado por deputados da oposição. O procurador-geral Paulo Gonet optou por não analisar o mérito, argumentando que o caso já é objeto de apuração e que não havia providências a adotar.
O episódio reforça a tensão sobre a condução do caso Banco Master. Críticos apontam conflitos de interesse envolvendo Toffoli, incluindo viagens com advogado de investigado, vínculos familiares com fundos ligados ao caso e estada prolongada em resort do investigado, enquanto a liderança do STF e a PGR sustentam que tudo ocorre dentro da regularidade.