Fachin mantém sigilo e trava avanço de investigação

Decisão reforça limites internos do STF e leva disputa ao plenário da Corte

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Fachin mantém sigilo e trava avanço de investigação
© Nelson Jr./SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou recurso da CPI do Crime Organizado e manteve a decisão de Gilmar Mendes que suspendeu a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada a familiares de Dias Toffoli. O entendimento foi de que revisões entre ministros só ocorrem em situações excepcionais.

A comissão tenta avançar sobre transações envolvendo o resort Tayayá e operações associadas à gestora Reag, citada em investigações sobre movimentações financeiras suspeitas. A negativa mantém o bloqueio ao acesso a dados considerados centrais pela CPI.

Diante do impasse, o caso deve ser levado ao plenário do STF. A análise, no entanto, ocorrerá no mesmo colegiado que reúne ministros já envolvidos em decisões anteriores relacionadas ao tema, o que mantém o debate em torno da imparcialidade e dos limites institucionais da Corte.