Felipe Neto resolveu se lançar pré-candidato à Presidência da República em 2026, como se comandar um país fosse tão simples quanto editar vídeos para YouTube. Em tom messiânico e sem qualquer vergonha do ridículo, declarou ser “guardião da verdade” e que a internet é sua arma. Nenhuma menção a partido, propostas, plano de governo ou sequer um esboço de equipe só performance, lacração e vaidade disfarçada de propósito.
Sem qualquer histórico político ou preparo técnico, Neto aposta no algoritmo como se fosse Constituição. Confunde engajamento com liderança e se esquece que governar exige mais que likes e trending topics. A promessa de criar uma rede social própria mostra que, no fundo, a tal pré-candidatura parece mais um reposicionamento de marca do que um movimento patriótico.
Felipe Neto acredita que pode governar um país porque tem seguidores. Mas o Brasil não é feed, a crise não se resolve com filtro, e o povo não precisa de youtuber no poder precisa de seriedade. A política exige cérebro, não thumbnails.