Reportagem do Metrópoles indica que o empresário Nelson Tanure possui patrimônio estimado em até R$ 15 bilhões mantido em estruturas financeiras em paraísos fiscais na Europa. Segundo a apuração, ele utilizava a Trustee Holding Financeira para se apresentar como investidor estrangeiro enquanto realizava operações no Brasil. Tanure é investigado como possível sócio oculto do Banco Master, com aportes estimados em R$ 2,5 bilhões ao longo de quatro anos.
No âmbito da investigação, o ministro do STF Dias Toffoli determinou o bloqueio de bens ligados a Tanure, sem informar o valor alcançado pela medida. Toffoli é o relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal. O empresário nega qualquer participação societária no banco e afirma que atuou apenas como cliente, versão contestada por apurações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A reportagem também descreve conexões políticas envolvendo o banco. O ex-CEO do Master, Augusto Lima, natural da Bahia, teria mantido relações comerciais com o governo estadual durante a gestão de Rui Costa, incluindo o programa Credcesta, posteriormente transformado em operação de cartão após licitação. Ainda segundo o Metrópoles, o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é apontado como próximo de Augusto Lima, com indicados contratados pelo banco por valores elevados, o que teria gerado apreensão no Planalto.