Fraude no INSS escancara uso de mortos e laranjas em esquema bilionário

Movimentações milionárias sem controle expõem falhas graves e levantam suspeitas sobre omissão institucional

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Fraude no INSS escancara uso de mortos e laranjas em esquema bilionário
© Lula Marques/ Agência Braasil.

O caso envolvendo o chamado “Careca do INSS” ganha contornos ainda mais graves com a identificação de empresas de fachada utilizadas para movimentar cifras bilionárias. Uma delas, registrada em nome de uma idosa já falecida, seguiu operando e movimentando milhões mesmo após sua morte. Outras duas empresas, ligadas a pessoas sem capacidade financeira compatível, também aparecem no circuito de valores expressivos.

As transações chamam atenção pelo volume e pelo perfil dos envolvidos: um motoboy e um auxiliar de serviços gerais aparecem como responsáveis formais por empresas que movimentaram bilhões. O dinheiro, segundo apurações, teria origem em recursos desviados e circulou por diferentes contas sem bloqueios aparentes.

O episódio levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de controle. A ausência de alertas diante de operações tão fora do padrão reforça a percepção de fragilidade na fiscalização e amplia a pressão por respostas das autoridades responsáveis.