O ministro Gilmar Mendes destacou nesta quinta-feira (22) a decisão da Procuradoria-Geral da República de arquivar os pedidos de afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Mendes afirmou que a medida “evidencia o funcionamento regular das instituições da República” e reforça a observância de critérios jurídicos objetivos.
Segundo o decano, o arquivamento evitou “pressões circunstanciais” sobre o processo. A decisão da PGR, assinada em 15 de janeiro pelo procurador-geral Paulo Gonet, se baseou no argumento de que o caso já está em apuração no STF e não exige providências adicionais no momento.
Os pedidos de afastamento haviam sido apresentados pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), que apontaram possível suspeição de Toffoli por ter viajado no mesmo voo que Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores investigados. O arquivamento confirma que não houve elementos suficientes para considerar o ministro impedido.