O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou representação na Procuradoria-Geral da República pedindo investigação sobre a atuação do ministro Dias Toffoli na condução do caso envolvendo o Banco Master. O parlamentar sustenta que houve possível quebra de custódia ao determinar o armazenamento das provas no STF, sem a guarda e análise iniciais da Polícia Federal.
Na peça, Girão afirma que a decisão “rompe com procedimentos consolidados do direito processual penal” e carece de fundamentação técnica. Segundo o senador, não houve demonstração de inadequação dos protocolos da PF, nem avaliação de proporcionalidade, tampouco fixação de prazo para a medida excepcional adotada.
A relatoria já vinha sendo questionada após a revelação de uma viagem em que Toffoli esteve com o advogado Augusto de Arruda Botelho, que dias depois impetrou habeas corpus em favor de dirigente do banco. Após a repercussão, o ministro encaminhou o material à PGR e à PF. Girão pede o afastamento do relator e análise técnica independente. Cabe agora ao procurador-geral Paulo Gonet avaliar a representação.