Ontem o governo afirmou que "não sabia". Hoje, Gleisi Hoffmann entregou: Lula estava ciente de que Lewandowski mantinha contratos privados quando o convidou para o cargo de ministro. Segundo a presidente do PT, ele havia sido informado sobre a necessidade de se afastar das atividades, mas não especificou se era o caso do Banco Master.
A revelação mostra que o escritório da família do ministro continuou faturando cerca de R$ 250 mil por mês do banco totalizando R$ 5 milhões enquanto Lewandowski chefiava a Polícia Federal, responsável por investigar justamente o mesmo banco. Tentativas de defesa citando prisões de executivos durante sua gestão não apagam o evidente conflito de interesse.