O governo federal liberou R$ 12 milhões para as 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, destinando R$ 1 milhão a cada agremiação. O repasse foi formalizado no dia 19 de janeiro por meio de um acordo entre a Embratur, o Ministério da Cultura e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), com o objetivo de financiar a preparação dos desfiles do carnaval.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, justificou a liberação afirmando que o carnaval seria “a maior imagem do Brasil no mundo”, além de gerar empregos temporários e movimentar a economia. A Liesa, por sua vez, comemorou o aporte, alegando que os recursos são decisivos para a etapa final da organização da festa na Marquês de Sapucaí.
A decisão, no entanto, ocorre em um cenário de graves dificuldades em setores essenciais. Hospitais enfrentam falta de leitos, equipamentos e profissionais, enquanto escolas públicas lidam com estruturas precárias e carência de professores. Especialistas apontam que os R$ 12 milhões poderiam custear centenas de cirurgias de média complexidade no SUS, reformas em unidades escolares ou a aquisição de insumos básicos para postos de saúde.
O episódio reacende o debate sobre as prioridades do governo na aplicação do dinheiro público. Críticos avaliam que, mais uma vez, recursos significativos são direcionados a eventos festivos, enquanto serviços fundamentais seguem sem respostas concretas para problemas históricos que afetam diretamente a população.