O governo federal, por meio da Ancine (Agência Nacional do Cinema), destinou R$ 800 mil para custear a campanha do longa-metragem “O Agente Secreto” visando a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026. O contrato foi assinado em 10 de dezembro de 2025 e a verba repassada em 18 de dezembro, com a condição de uso exclusivo na promoção junto aos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
O valor inicial previsto era de R$ 400 mil, mas a produtora solicitou o dobro e teve o pedido atendido rapidamente pela agência. A medida está amparada em portaria da própria Ancine, que prevê apoio financeiro a filmes brasileiros candidatos ao prêmio, conforme disponibilidade orçamentária.
Críticos apontam que a destinação de recursos públicos para campanha internacional, em meio a restrições fiscais e demandas urgentes em saúde, segurança e infraestrutura, levanta questionamentos sobre prioridades do governo. Apesar de legal, a medida reforça debates sobre uso político e ideológico da máquina pública em projeção cultural internacional.