O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master em novembro de 2025 com aporte de R$ 3 bilhões, entrou com pedido de recuperação judicial. A compra foi suspensa após o Banco Central liquidar o Master, e o simples envolvimento no caso causou colapso imediato da Fictor. Ações da companhia caíram 50% na Bolsa, investidores resgataram 71% do capital aplicado, fornecedores romperam contratos e parceiros adotaram cautela extrema.
O grupo atua em infraestrutura, alimentos e setor financeiro, com mais de 30 empresas no Brasil, EUA e Europa. O caso evidencia como crises bancárias podem gerar efeitos devastadores em empresas associadas, mesmo que indiretamente, expondo fragilidades do mercado e a falta de segurança jurídica para investidores.
O efeito dominó do Master continua: o FGC terá de cobrir R$ 40 bilhões, o BRB enfrenta até R$ 5 bilhões em carteiras problemáticas, a Rioprevidência perdeu R$ 970 milhões e a Visa registrou prejuízos de dezenas de milhões. Agora, a Fictor entra no rol das vítimas, reforçando a pergunta: quantas empresas mais sofrerão consequências