O presidente Lula defende a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, mas o ministro da Fazenda demonstra resistência. Em conversa reservada nesta semana, os dois trataram do tema, sem definição. Haddad pretendia deixar o cargo em fevereiro, mas a saída deve ocorrer apenas em março. Nos bastidores, ele sinaliza preferência por coordenar a campanha presidencial, longe da vitrine eleitoral paulista.
O cenário em São Paulo é adverso. O atual governador aparece como favorito, e Haddad acumula derrotas recentes no estado. Uma nova disputa com revés poderia comprometer seu capital político. Dirigentes partidários pressionam e alertam que a recusa pode significar isolamento interno.
Enquanto a decisão não vem, cresce a apreensão no setor econômico sobre a sucessão na Fazenda e os rumos da política fiscal. A indefinição prolonga ruídos em um momento de sensibilidade para investidores e para o próprio governo.