Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira (27) que fintechs devem ser tributadas e fiscalizadas como bancos. Segundo ele, a ausência de regras rígidas abriria brechas para irregularidades e até para o crime organizado.
Para o ministro, “instituição financeira tem que ser tratada todo mundo igual”, o que, na prática, significa mais impostos e burocracia sobre empresas digitais.
Críticos apontam que a fala expõe o verdadeiro objetivo do governo: ampliar arrecadação às custas da inovação. As fintechs surgiram justamente como alternativa ao sistema bancário engessado e caro, oferecendo serviços acessíveis e competitivos.
Agora, ao tentar equipará-las a bancos tradicionais, Haddad ameaça sufocar a concorrência e prejudicar o consumidor. O discurso de “isonomia regulatória” soa mais como justificativa para manter o velho modelo estatal de controle e dependência, do que uma real preocupação com segurança financeira.