O preconceito que cerca a hanseníase segue sendo um dos maiores entraves para o diagnóstico precoce e o controle da doença no Brasil. Apesar de ter tratamento eficaz e cura, muitos pacientes ainda escondem os sintomas por medo da exclusão social, o que favorece a subnotificação e a continuidade da transmissão. A avaliação é da médica dermatologista e hansenóloga Dra. Lianni Borges, que atua diretamente no enfrentamento da enfermidade.
Segundo a especialista, a discriminação está enraizada em uma herança histórica marcada pelo isolamento compulsório e pela ausência de medicamentos no passado. Esse imaginário antigo, ainda presente no senso comum, leva pessoas diagnosticadas a perderem vínculos profissionais, se afastarem da convivência social e, em muitos casos, abandonarem o acompanhamento médico.
A Dra. Lianni Borges esclarece que a hanseníase é transmitida pelas vias respiratórias, por meio do convívio prolongado com pessoas não tratadas, e não pelo contato físico, como abraços, beijos ou compartilhamento de objetos. Ela reforça que pacientes em tratamento não transmitem a doença e não precisam ser isolados. Para a médica, falar abertamente sobre hanseníase, com informação e acolhimento, é essencial para romper o silêncio que ainda adoece tanto quanto a própria bactéria.
Com informações de Agora Pod Entretê