Hugo Motta declara apoio a apuração do caso Master, mas adia CPI

Presidente da Câmara cita regras regimentais enquanto pedidos aguardam na fila

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Hugo Motta declara apoio a apuração do caso Master, mas adia CPI
Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou apoiar as investigações sobre o Banco Master, mas indicou que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não deve ocorrer agora. Segundo ele, o regimento limita a cinco CPIs em funcionamento simultâneo e há 16 requerimentos aguardando análise. Três pedidos relacionados ao Master já teriam número suficiente de assinaturas, mas dependem de decisão da presidência para avançar.

Motta declarou preferir que as apurações sigam pelos órgãos já mobilizados, como Polícia Federal, Banco Central e Supremo Tribunal Federal. Críticos da posição argumentam que apenas uma CPI teria poder político para convocar depoimentos e determinar quebras de sigilo no âmbito do Congresso.

O caso envolve a compra de cerca de R$ 12 bilhões em carteiras consideradas problemáticas, suspeitas de fraudes e investigações em curso sobre executivos do banco. Enquanto a definição sobre a CPI não ocorre, o tema segue restrito às instâncias judiciais e administrativas.