Indicação de Haddad ao Banco Central acende alerta por plano com propostas de intervenção

Economista que co-coordenou plano do PT para expandir papel do BC pode influenciar política monetária além da inflação

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Indicação de Haddad ao Banco Central acende alerta por plano com propostas de intervenção
Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou o secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, para uma diretoria do Banco Central do Brasil, decisão que tem sido recebida com desconfiança pelo mercado financeiro. Mello foi um dos coordenadores do “Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil”, documento do PT publicado em 2020 que serviu de base ao programa de governo do atual presidente.

O plano, além de defender um papel mais amplo para o Banco Central incluindo preocupações com emprego e desigualdades sociais como critérios de decisão propõe mudanças no regime de metas de inflação e mecanismos de regulação de capitais, temas que geram inquietação em setores que defendem a independência da autoridade monetária.

Críticos apontam que a indicação de um nome ligado a propostas intervencionistas pode sinalizar uma possível politização da instituição, corroendo sua autonomia tradicionalmente associada ao controle da inflação. O mercado reagiu negativamente à perspectiva de maior influência política nas decisões do BC, ressaltando a importância de uma autoridade monetária independente.