O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã responderá de forma “forte” a qualquer eventual intervenção militar dos Estados Unidos. Segundo ele, bases militares e estruturas americanas na região seriam consideradas “alvos legítimos”.
A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que “o Irã está olhando para a liberdade como talvez nunca antes” e que os Estados Unidos estão prontos para ajudar. A fala reforça a posição americana de apoio aos manifestantes e à pressão internacional contra o regime de Teerã.
Novo balanço de mortes
A ONG Iran Human Rights, sediada em Oslo, contabiliza ao menos 192 manifestantes mortos desde o início dos protestos o maior levante popular no país em quase uma década. A repressão se intensificou, com a Guarda Revolucionária classificando os protestos como atos “terroristas”.
Um apagão de internet, que já dura cerca de 48 horas, dificulta a apuração independente, levantando a possibilidade de que o número real de mortos seja ainda maior. Os protestos começaram em 28 de dezembro, impulsionados pela inflação, e rapidamente evoluíram para manifestações políticas exigindo o fim do regime.
Enquanto o Irã ameaça, os Estados Unidos expõem o autoritarismo do regime. E o povo iraniano segue resistindo.