O regime do Irã abriu processos contra integrantes da Frente de Reformas que criticaram a repressão aos protestos de janeiro. Seis membros foram presos, entre eles Azar Mansouri e o ex-chanceler Mohsen Aminzadeh. Parte deles foi liberada sob fiança equivalente a 50 bilhões de riais. A acusação formal é “propaganda contra o sistema”.
Dados oficiais mencionam 3.117 mortos, enquanto organizações independentes apontam números significativamente maiores e cerca de 53 mil detenções. Também há relatos de condenações à morte após confissões obtidas sob coação.
A ativista e vencedora do Nobel da Paz Narges Mohammadi recebeu nova sentença de prisão, ampliando o total de penas impostas contra ela desde 2021. O caso reforça críticas internacionais sobre restrições à liberdade de expressão e perseguição a vozes dissidentes no país.