O presidente Javier Milei voltou a citar os atentados contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) e a embaixada de Israel em Buenos Aires, que somaram mais de 100 mortos e marcaram a história recente do país. As investigações argentinas ao longo dos anos apontaram vínculos com o Hezbollah, grupo apoiado por Irã. Ao reforçar críticas ao regime iraniano, Milei reiterou sua posição alinhada a Estados Unidos e Israel.
A reação veio por meio do Tehran Times, veículo ligado ao governo iraniano, afirmando que o país “não pode permanecer indiferente” e deve formular uma resposta proporcional. A retórica elevou o nível da tensão diplomática e recolocou o episódio no centro do debate internacional, sobretudo pela gravidade histórica dos ataques e suas implicações geopolíticas.
Enquanto isso, o posicionamento de outros países da região segue distinto. No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva mantém abordagem diplomática mais cautelosa em relação ao tema, evitando classificações formais sobre o Hezbollah e priorizando canais institucionais. O episódio evidencia diferenças estratégicas relevantes na política externa sul-americana diante de temas sensíveis de segurança internacional.