Segundo o Metrópoles, José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do STF, assinou em fevereiro de 2025 uma procuração concedendo amplos poderes ao advogado Paulo Humberto Barbosa, ligado à J&F, para representar a família em decisões do resort Tayayá. O detalhe central: o mesmo advogado foi quem comprou as cotas da família Toffoli no empreendimento.
A procuração, registrada em cartório de Marília (SP), autoriza participação em reuniões, votos, assinaturas e deliberações da Maridt Participações S.A., empresa apontada como tendo “endereço de fachada”. Mesmo após a suposta venda, funcionários relatam que o ministro ainda é tratado como dono de fato do resort.
Toffoli teria passado ao menos 168 dias no local desde dezembro de 2022, recebido executivos do mercado financeiro e fechado o resort para evento familiar. As conexões se ampliam ao caso Master, no qual o ministro atua como relator no STF, envolvendo antigos sócios ligados ao empreendimento. Venda definitiva ou apenas distanciamento formal?