A Polícia Federal investiga supostas irregularidades na gestão da Unimed Cuiabá entre os anos de 2020 e 2022, período em que a cooperativa teria registrado um rombo estimado em R$ 400 milhões. As apurações fazem parte da Operação Bilanz, que resultou em ação penal em tramitação na Justiça Federal.
Segundo relatório da PF, o então presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos Oliveira Júnior, teria informado em conversa privada com o ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira ser proprietário de três apartamentos em São Paulo, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, além de manter aproximadamente US$ 500 mil em um paraíso fiscal na Europa. Os diálogos, realizados via WhatsApp, foram anexados aos autos da investigação.
Além de Rubens e Eroaldo, também respondem ao processo Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, ex-diretora financeira; Jaqueline Proença Larrea, ex-assessora jurídica; Ana Paula Parizotto, ex-superintendente administrativa-financeira; e Tatiana Gracielle Bassan Leite, ex-chefe do núcleo de compliance. Todos são réus na ação penal, e o caso segue em fase de instrução, com garantia do contraditório e da ampla defesa.